Ernesto Catena Vineyards – um diálogo entre o vinho e a arte contemporânea

Para começar, você foi convidado a um “Wine Exhibition” e não a um “Wine Tasting”. O evento acontece em uma Galeria de Fotografía Contemporânea em pleno Palermo Soho. O convite, com uma colorida pintura de fundo e um desenho gráfico impecável e moderno traduz o vínculo íntimo entre o Vino e a Arte buscado por Ernesto Catena Vineyards.

Históricamente, conhecemos os famosos rótulos do Chateau Mouton Rothschild que trouxeram a arte ao mundo do vinho ilustrando suas garrafas com pinturas de artistas de prestígio internacional, como Pablo Picasso e Salvador Dali.  Hoje, na Argentina por exemplo, a tendência se confirma em bodegas como Finca La Anita – com sua revista de arte Varúa, apontando ao público mais erudito do vino – ou Salentein com sua própria galería de arte Kilka. Já no Brasil, seguindo a linha das alegres etiquetas dos Beaujolais Nouveau franceses, a vinícola Miolo convidou Romero Britto para desenhar os rótulos dos seus vinhos Gamay. O fato é que as vinícolas se deram conta que o público que consome vinhos se interessa também pela arte e a fusão dos dois pode resultar muito benéfica para a imagen de uma bodega.

A grande idéia de Ernesto Catena Vineyards é precisamente buscar na arte contemporânea uma maneira moderna de comunicar seus vinhos e alcançar um novo mercado consumidor e comunicador dos vinhos atualmente: os jovens ao redor dos 30 anos. Por meio de rótulos ilustrados, com uma estética diferente para cada linha de vinhos, a criação de uma galeria possibilita que o vinho as vezes protagonize e em outros momentos divida a atenção com obras de artistas visuais e a música trendy do DJ tocando para ambientar o Wine Exhibition.

Saindo ao terraço da galeria, está montada uma instalação que expressa o conceito orgânico de manejo do vinhedo dos novos vinhos de Animal, que também conta com um novo rótulo em tons verdes e amarelos que remeten a natureza e ao caráter “natural” do vinho.

Os vinhos de Ernesto Catena não se destacam apenas estéticamente, mas também agradam o paladar. Os Masi y Animal são os mais faceis de tomar, jovens, ágeis e de preço accessível. Porém no geral, nas demais linhas,  os vinhos de Ernesto Catena são muito concentrados, um pouco difíceis de tomar sozinhos mas apresentam um potencial de evolução e guarda muito bons. Um claro exemplo é o Siesta en el Tahuantinsuyu Syrah 2005 que mantém a sua jovialidade expressada em uma cor intensa e taninos firmes na boca. Salvo a linha Tikal, cujo alto valor dos vinhos não apresenta boa relação custo/benefício, os demais vinhos cumprem com as expectativas por se tratar de produtos de alta gama a un preço coerente.

Vinhos da linha Tikal, destaque para o “Patriota” corte das 2 cepas tintas emblemáticas argentinas, Malbec e Bonarda: http://www.tikalwines.com/

Alma Negra, que possui seus vinhos “Mistério”, onde não são reveladas as cepas incluídas no corte: http://www.almanegrawines.com.ar/

Masi Tupungato, mãos italianas produzindo em Mendoza, representada por Ernesto Catena: http://www.masi.it/

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