Nem muito quente, nem muito frio

Benefícios do vinho...O Brasileiro, como bom cervejeiro, tem o hábito de tomar a sua bebida “estupidamente” gelada. Se entende que durante o verão, num país tropical, no meio da festa, isso é necessário. No entanto, salvo os espumantes mais simples, para a maioria dos vinhos brancos e champagnes, uma temperatura muito baixa nos impede sentir todo o perfume do vinho e o seu sabor em boca. Tampouco vamos tomá-lo morno, pois a experiência será menos agradável ainda.

A partir do momento que tiramos um vinho do frio, automaticamente a temperatura dele começa a elevar até igualar-se a do ambiente. E para evitar o problema a solução é ter um balde de gelo perto. (até aqui tudo óbvio, but…) Uma da razões pela qual a taça de vinho branco é menor que a de tinto, é para que se sirva menos quantidade e a bebida não esquente na taça. A haste também foi pensada – não para ficar bonito – mas para segurar a taça sem precisar pegar na parte superior e aquecer a bebida com o calor das mãos.

A lógica, em termos gerais, é a seguinte: quanto mais fresco e leve for um vinho branco, – Sauvignon Blanc, Pinot Grigio, Torrontes e Alvarinho – mais baixa será a temperatura de serviço (8-10ºC). Quanto mais untuosos e encorpados em boca – muitos Chardonnays fermentados ou envelhecidos em barril, Semillon longevos – mais interesante saborea-los a 10, até 12ºC. No caso dos espumantes, Cavas, Sekt e Prosecco, podemos servi-los bem frios (6-8ºC) ja que o gostoso é realçar o frescor. Champagnes e espumantes feitos pelo método tradicional, com muito tempo em contato com borras – em geral mais caros – normalmente tem sabor e cremosidade que serão melhor disfrutados a 9-11ºC,  por exemplo.

Com respeito aos tintos, a idéia de que o vinho tem que ser tomado a temperatura ambiente é um mito. Só se for durante o outono e inverno e os termômetros marquem cerca de 15 graus.

Tintos jóvens, frutados e com boa acidez ou graduação alcóolica mais alta devem ser tomados mais frescos, ao redor dos 13 graus. Dessa forma eles se percebirão muito mais frescos e menos alcoólicos, portanto mais fáceis de tomar e menos enjoativos. Como ninguém precisa medir com termômetro a temperatura exata para servir o vinho, o ideal é deixá-lo na geladeira uns 15 minutos antes de servir. Mas não exceda, já que um tinto muito frio pode ficar amargo ou insosso.

No caso de vinhos encorpados, com mais tempo de repouso em barril, e tintos elegantes de safras antigas, a temperatura de consumo pode ser mais alta, variando dos 15 aos 17ºC. Desta maneira percebemos toda a intensidade de aromas e sabores, e o seu caráter macio, aveludado ou suculento em boca. Aconselho não passar dos 20ºC já que apartir daí o alcool também vai sobressair ante qualquer coisa.

É importante ressaltar que isso é apenas uma referência e não uma regra absoluta, afinal o gosto de cada um também influi na hora de decidir. O ideal é que os vinhos estejam sempre agradáveis de tomar e que, depois de uma taça, você não esteja saturado da bebida.  E temperatura, acredite, influencia muito essa percepção.

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Um comentário sobre “Nem muito quente, nem muito frio

  1. y Para los hispano parlantes que no entendemos nada…..que hacemos????
    recuerdo a una brasilera pidiendo camaraooo…. y yo diciendole que no…finalmente gritaba como loca…no ten camaraooo…no ten masa….no ten naaa

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