ORGÂNICO, BIODINÂMICO E NATURAL

Há um movimento forte em prol de se cultivar uvas contrariando os preceitos da monocultura. A videira deve ser integrada ao meio ambiente, juntos com outras plantas, árvores, animais e insetos. O vinhedo deve ser tratado como um organismo vivo, onde fauna, flora e solo devem conviver em harmonia. O homem está para intervir apenas quando necessário, de maneira branda e consciente dos seus atos sobre equilíbrio do ecossistema.

A borboleta é uma flor solta da terra e a flor é uma borboleta ligada a terra. Goethe.

A borboleta é uma flor solta da terra e a flor é uma borboleta ligada a terra. Goethe.

Estes são apenas alguns dos princípio das correntes de viticultura que ganham cada vez mais força mundialmente. Para se ter idéia, na última edição da Vinitaly – maior feira de vinhos da Itália – um pavilhão inteiro foi dedicado exclusivamente aos produtores Bio.

Mas afinal, qual a diferença entre um vinho orgânico, biodinâmico e um natural? Que práticas são adotadas no cultivo e na vinificação que norteiam essas filosofias de trabalho? Os vinhos produzidos são diferentes? Melhores que os convencionais?

Buscando responder estas questões a ALTA GAMA lança um curso, com dois dias de duração, onde serão aprofundados estes temas e degustados vinhos que adotam estas práticas puristas e conectadas à natureza.

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Quando: 31/ago e 1/Set, 19:15 – 21:45.

Quanto: R$230 (os dois dias)

Onde: Espaço 810, Itupava 810, Alto da XV, Curitiba.

Inscrições: contato@altagama.net.br ou aqui.

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10 motivos para participar do curso de Sommelier da Alta Gama

1) Nossas turmas têm um tamanho reduzido de alunos. Aprender a degustar e interpretar vinhos pode ser uma tarefa intimidante, sobretudo em uma turma grande. Desatenção, timidez, falta de intimidade com os colegas pode inibir o processo de aprendizado. Por essa razão grupo pequenos costumam ser mais produtivos.

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2) Nosso professores tem formação acadêmica na área e didática. Nada melhor do que aprender sobre um assunto com quem se dedica a estudar sobre o tema, já escreveu artigos e monografias e se sente seguro para ensinar. Temos no quadro de formadores especialistas em Enologia, VIticultura, Agronomia e Sommelerie. Pessoas que se atualizam constantemente.

3) Não somos “Enochatos”. Nossa metodologia de ensino é simples, acessível e muitas vezes lúdica, porém muito informativa e esclarecedora. Acreditamos que esta é a melhor maneira de difundir a cultura do vinho como algo fácil de se gostar e se aprender. Sem os vícios das escolas tradicionais e elitistas.

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Aula sobre Espumantes e o método champenoise, com a presença do proprietário da Cave Colina de Pedra.

4) Estamos antenados nas tendências de mercado. Estamos sempre estudando e buscamos trazer o que há de novidades no mercado dos vinhos, sempre traçando um paralelo com o tradicional. Buscamos levar a sério o slogan da empresa: “Para quem vivencia, pesquisa e se atualiza”.

5) Nosso espaço de aulas é funcional, moderno e agradável. O Espaço 810, sede das aulas da nova turma foi escolhido não apenas pelas facilidades de localização e estacionamento, mas por ser bonito e confortável, com uma atmosfera relaxante, sem remeter ao ambiente massante de uma sala de aula.

Espaço 810, sede da nova turma de sommelier

Espaço 810, sede da nova turma de sommelier

6) Temos aulas especiais sobre Cafés, Cervejas, Destilados, Embutidos e Queijos. Porque acreditamos que um Sommelier deve transitar no mundo das demais bebidas e dos alimentos. Isso o torna um profissional mais completo. E mais importante, é que estas aulas são ministradas por expertos no assunto.

Aula sobre Cafés Especiais com a Mestre de Torra e Barista Georgia Franco no Lucca Cafés Especiais

7) O custo-benefício do curso é inigualável. O valor das mensalidades é baixo pela qualidade das aulas e dos produtos degustados. Por mantermos uma estrutura enxuta, contarmos com alguns apoios e termos a missão formadora acima do lucro, cobramos um valor justo, acessível e muito inferior ao que se pratica no mercado.

Vinhos degustados na aula sobre a região de Bordeaux

8) Cada aula é uma experiência. Dialogamos com a poesia, com a música, pintura e com os artesãos da cozinha. Pois entendemos que muitos buscam o curso não só pela aprendizagem, mas como um momento de relaxamento.

A poetisa Débora Corn buscando a simetria entre poesia e vinho

A poetisa Débora Corn buscando a simetria entre poesia e vinho

9) Valorizamos e vistamos os produtores locais. Afinal, eles são nossos principais parceiros. Visitas técnicas à vinhedos, vinícolas, cervejarias e salumerias estão previstas como complemento do aprendizado adquirido durante as aulas.

Visita técnica a vinícola Araucária, em São José dos Pinhais

Visita técnica a vinícola Araucária, em São José dos Pinhais

10) Quem faz os cursos da Alta Gama está satisfeito. Confira algumas opiniões de nossos alunos:

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Ficou com vontade de fazer? Baixe a sua ficha de matrícula aqui e envie para o email: contato@altagama.net.br. Aulas iniciam na próxima terça, 19 de julho.

 

Curso de Sommelier Alta Gama – Nova turma

A Alta Gama lança uma nova turma do curso de Sommelier Profissional em Curitiba com início dia 19 de julho de 2016.

As aulas são semanais, sempre as terças feiras a noite das 19h15 as 21h45, em novo espaço mais amplo, moderno e confortável no Alto da XV: Espaço 810.

O curso, com 120 horas de duração, abrange temas relacionados a Viticultura e Enologia, passando por países produtores, estilos de vinhos, gastronomia (queijos, azeites, embutidos, etc.) e outras bebidas como café, cerveja e destilados.

Estão incluídas ainda visitas técnicas a vinhedos e vinícolas da Região Metropolitana de Curitiba.

Os professores têm formação acadêmica e especialização em diversas áreas do mundo do vinho e demais bebidas.

As turmas têm tamanho reduzido visando um melhor rendimento dos alunos durante a formação.

O programa completo do curso e a ficha de inscrição estão disponíveis para baixar no site da Alta Gama: http://altagama.net.br/cursos/

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A história do vinho pelos seus recipientes

Na próxima semana realizarei um curso de 3 dias que reflete o resultado de duas pesquisas que realizei. A primeira delas em 2010, em Mendoza, onde avaliei os impactos sensoriais do uso carvalho nos vinhos durante a vinificação ou amadurecimento. Essa pesquisa foi realizada em um momento onde o estágio em madeira parecia ser o principal atributo enaltecedor das qualidades de um vinho.toneleria001

Passados cinco anos, o uso exaustivo e intenso do carvalho parece ter perdido um pouco a força e as qualidades da uva e do terroir ganham mais importância. Junto a isso, produtores buscam produzir vinhos mais autênticos, que fujam do lugar comum. Essa diferenciação passa pelo resgate de técnicas e recipientes ancestrais de vinificação, com destaque para o uso das ânforas de argila e os novíssimos tanques ovais de concreto. Este tornou-se então o tema da segunda pesquisa, realizada em 2015, como trabalho de conclusão da minha pós-graduação.

Estes três recipientes ANFORA DE ARGILA, BARRIS DE MADEIRA e OVOS DE CONCRETO constituem o tema que norteia o curso. Cada um deles teve – e ainda tem – sua relevância histórica e podem ser demarcadores no estilo de muitos vinhos.

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Cada aula será dedicada a um recipiente específico. Além de situarmos o recipiente no seu momento histórico, entenderemos o seu processo de fabricação e avaliaremos, através de degustações, os impactos sensoriais na bebida final.

Como cada recipiente está diretamente atrelado a uma técnica de vinificação ou cultivo específicos, serão pincelados também temas como viticultura biodinâmica, “vinhos laranjas”, cofermentações e macerações carbônicas. Vinhos que exemplifiquem o uso destas técnicas serão degustados ao longo destes três dias.

Um curso muito especial, montado com base em muito estudo e pesquisa que quero compartilhar com você!ovoconcreto

A HISTÓRIA DO VINHO PELOS SEUS RECIPIENTES

quando: 7, 8 e 9/dez/2015  |  19:30 as 21:45

onde: Espaço 810 – Itupava, 810. Alto da XV, Curitiba.

quanto: R$ 375

inscrições por email wgabardo@gmail.com

Wine Day na Vinícola Araucária | 30 de maio

A vinícola Araucária, projeto pioneiro em cultivo de uvas viníferas na região metropolitana de Curitiba, promove o seu primeiro Wine Day em parceria com o sommelier Wagner Gabardo.

O evento é parte de um projeto enoeducativo que abordará diferentes visitas temáticas onde os participantes acompanham de perto o processo produtivos dos vinhos da vinícola.

Nesta edição, os participantes farão a vista aos vinhedos da propriedade, conhecerão as instalações da vinícola e farão um curso básico de degustação de vinhos seguido de um almoço típico com ingredientes cultivados no entorno dos vinhedos.

Ao final os participantes receberão um certificado e um vinho de brinde pela participação.

Ao longo do ano estão previstos Wine Days sobre Espumantes e o Método Champenoise, O Carvalho e seus impactos no vinho entre outros temas.

Wineday Araucaria

O que? Wine Day na Vinícola

Quando? Sábado, 30 de maio de 2015.

Como me inscrever? através dos fones (41) 3254 5259 ou (41) 9995 1212

Quanto? 180 reais por pessoa, inclui transporte ida e volta a vinícola saindo do centro de Curitiba, Visita a vinhedos e vinícola, Curso de degustação, Almoço, Certificado e Brinde.

O lote de terra que veio fazer história

Uma das segundas feiras mais frias deste inverno curitibano foi aquecida por uma degustação muito boa promovida pela ABS-PR: a vertical do vinho ícone da Miolo, chamado Lote 43. No evento, conduzido por Adriano Miolo, provamos 6 safras diferentes. Desde a primeira, em 1999, onde o vinho surgiu ao acaso até a última, 2011, recém-terminada e em fase de lançamento no mercado.

O Lote 43 é feito apenas em safras consideradas excepcionais e se constitui de um corte de Merlot e Cabernet Sauvignon do lote histórico de vinhedos, propriedade da vinícola há mais de cem anos.

lote 43

Para os ávidos em provar a novíssima safra do Lote 43, lhes adianto: a pressa é inimiga da perfeição. Os vinhos brasileiros de gamas mais altas têm envelhecido muito bem e parecem estar no seu melhor momento a partir de uns 7 ou 8 anos – ao menos – da data da colheita. Cheguei a esta conclusão após ter provado recentemente outros belos vinhos da mesma região, como o Pizzato Concentus 2004 e o Vallontano Cabernet Sauvignon 2005.

Dentre as safras degustadas do ícone da Miolo, a 2004 e 2005 são as mais prontas para desfrutar, com vinhos complexos nos aromas e finos no paladar. As anteriores 1999 e 2002 apresentaram vinhos diferentes porém bem mais maduros, não no ápice de qualidade, mas, ainda assim, interessantes. Já as safras 2008 e 2011 entregam vinhos ainda muito jovens e duros, com muito potencial de envelhecimento positivo pela frente.

Produzir um Lote 43 é uma tarefa complexa. Como explicou Adriano Miolo, o vinho é desenhado no vinhedo. Os rendimentos de uva por planta são baixos para que se ganhe concentração nos frutos e a colheita é feita em diversas etapas respeitando a maturação ideal de cada planta. Não se colhe tudo de uma única vez. Desde a safra 2004, são feitas cerca de 3 colheitas em diferentes datas, seguidas de vinificações por separado. Só no final, após o envelhecimento em carvalho, os caldos são misturados para composição do vinho final. A proporção do corte era de partes de iguais de Cabernet e Merlot. A partir de 2011, por exigência da Denominação de Origem Vale dos Vinhedos, a Merlot passa a compor 60% do vinho.

Na sequencia, as impressões de cada safra:

1999 – neste ano, os vinhedos ainda eram plantados no sistema latado – onde as videiras crescem livremente formando um teto de parreirais – e o vinho saiu de um tanque cuja qualidade estava muito superior aos demais. Decidiu-se então, dar-lhe um trato a mais e engarrafá-lo como um vinho especial. Tons ocres na cor apontam evolução. Aromas a folhas secas, tabaco e azeitona. Na boca é fluído, boa acidez, com tanino bem sutil.

2002 – a partir daqui começaram a mudar o sistema de plantação para espaldeira – onde os vinhedos são plantados em fileiras ordenadas paralelamente. Vinho com aromas mais herbáceos, muita especiaria e notas de tomate maduro. Na boca acidez bem marcada torna o vinho super suculento e os taninos estão discretos mas presentes.

2004 – essa safra é um divisor de águas no estilo do Lote 43. Um vinho muito mais vivo na cor e nos aromas. Perfil bem frutado com notas lácteas como caramelo. Cai um pouco a acidez em relação aos anteriores mas cresce o corpo e os taninos estão redondos. Um vinho gostoso, equilibrado.

2005 – aroma sedutor de frutas negras maduras, ameixas pretas, toques de especiarias. Na boca tem textura aveludada, ótimo equilíbrio entre fruta e madeira, acidez na medida e uma persistência mais longa que os demais. O que mais gostei.

2008 – aromas frescos, lembram anis e menta mais frutas silvestres. Na boca encorpado, bastante frutados, taninos firmes, madeira se nota bastante. Esperaria mais uns dois anos para prová-lo novamente. Deve melhorar com o tempo.

2011 – frutado com aromas tostados bem evidentes. Vinho ainda muito jovem, com taninos duros e a madeira dominando na boca. Não está pronto para ser apreciado na sua plenitude. Daqui uns quatro anos a gente conversa.

Grandes vinhos! O Lote 43 vem mantendo uma coerência de estilo desde 2004. Esse lote ainda vai fazer história. 

miolo sede

Sobre a vinícola: http://www.miolo.com.br/