Dia Mundial do Malbec

Próximo domingo, 17 de abril, será comemorado o Dia Mundial do Malbec, inciativa criada pelo Wines of Argentina – entidade responsável pela promoção dos vinhos argentinos mundialmente.

Durante esta semana, em diversas cidades como Buenos Aires, Lima, Tóquio e Nova York,  serão realizados eventos tendo o Malbec como protagonista. Segundo informações do site oficial, estão programadas degustações aqui no Brasil também, em São Paulo e Rio de Janeiro.

A página conta também a história da uva, originaria de Cahors, na França, e que foi trazida a Argentina, onde adaptou-se muito bem e começou a originar vinhos de qualidade. A Malbec foi responsável por lançar a fama dos vinhos argentinos ao mundo. É quase impensável uma bodega argentina que não produza vinhos feitos a base desta uva. Algumas dedicam-se exclusivamente a produção de vinhos de Malbec, em diferente apresentações: rosados, tintos jóvens, tintos de guarda, vinhos fortificados e até espumantes.

A notável adaptação da uva a diferentes terroirs do país foi, em grande parte, responsável pelo seu êxito. Ela é plantada desde a Patagônia onde há muito vento, céu nublado e solo pedregoso, passando por Mendoza, seu berço e lugar preferido até impensáveis 3200 metros de altura no norte Saltenho sob o sol ardente da cordilheira dos Andes.

Minha contribuição para celebrar esta data, é uma lista de alguns bons Malbecs que valem a pena serem provados:

Espumante Rosado de Malbec, super fresco e fácil de tomar:

Animal de Ernesto Catena Vineyards

Rosado fresco, ótima acidez, carta na manga na hora de harmonizações mais difíceis:

L’Argentin du Malartic 2010, de Diamandes

Malbecs jovens, frutados, descomplicados, pedem mais uma taça na certa. Vinhos francos! (aqui a lista poderia ser infiinita, mas vou sugerir 3 disponiveis no Brasil e que fujam das escolhas tradicionais):

Punto Final 2009, de Renacer

Alfredo Roca 2009, de Alfredo Roca

Ave Premium 2009, de Ave wines

Malbecs estruturados, complexos, que pedem um bom jantar para tomá-los:

Altavista Alizarine 2007, de Altavista

Colome Estate 2007, de Colomé

Lindaflor 2007, de Monteviejo

Pulenta Estate I 2008, de Pulenta Estate

Malbecs elegantes, sedosos, grandes vinhos para guardar:

Martino Gran Reserva 2003, de Martino

Doña Paula Selección de Bodega 2006, de Doña Paula Estate

Mendel Finca Remota 2007, de Mendel Wines

Tapiz Black Tears 2006, de Tapiz

Doña Silvina Reserva 2006, de Kontriras

Malbec doce, fortificado, ideal para sobremesas com chocolate:

Malamando, de Familia Zuccardi

e a lista poderia continuar… fiquei com água na boca!

Para a história da Malbec em português, clique aqui.

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O que compro de bom com 20 reais?

Aos que crêem que vinho é um bem de consumo exclusivo das elites no Brasil, sugiro algumas dicas de compra de ótimos vinhos ao redor dos 20 reais. Afinal, para que a bebida se popularize no país é fundamental que o preço seja acessível.

Primeiro, é importante ter em conta a relação cambial do real versus outras moedas. Com a super valorização dos nossos bilhetes, ficou muito mais barato comprar produtos importados, sobretudo de países como Argentina, Uruguai e Chile.

Segundo, para que as coisas de fato aconteçam no Mercosul e as economias vizinhas sejam beneficiadas, medidas como o corte drástico de impostos – em alguns casos isenção total – sobre a importação de vinhos favoreceu ainda mais o preço final da bebida para o consumidor.

Já os vinhos provenientes de outros lados além de pagar mais impostos, tem um custo mais alto – pois são produzidos em dólares ou euros. Dificilmente por menos de 40 ou 50 reais você vai conseguir comprar algo interessante proveniente da Europa ou da América do Norte. É um tiro no escuro.

Portanto, não hesite! Sem margem de dúvida, os vinhos sulamericanos tem uma ótima relação custo-benefício e muitos deles são ideais pra iniciar o aprendizado sobre a bebida.

Uma bodega que produz excelentes vinhos por apenas R$19,90(!) é Alfredo Roca, de San Rafael, no sul do estado de Mendoza. Dias atrás tive a satisfação de provar o Roca Pinot Noir 2009, que está impecável: leve, frutado, fácil de tomar e sem muita madeira (um avanço em relação ao 2007).

Tive a oportunidade de conhecer a vinícola, o enólogo e inclusive participei da colheita – simbólica – em 2010. Quando conversei com Alejandro Roca, ele havia comentado que estavam exportando bastante ao Brasil. Para minha surpresa, não imaginava que os preços estivessem tão bons por aqui.

Outras sugestões, nesse caso de vinhos brancos são o Quara Torrontes (R$14,90!), de Salta, no norte Argentino, super aromático e combinável com tudo e o Ventisquero Sauvignon Blanc (R$21,90), do Vale de Casablanca no Chile, de excelente acidez, é perfeito como aperitivo.

Outro Chileno de terminar a garrafa sem se dar conta, é o rosado de Carmenére Nahuen (R$24,90) do Vale do Maipo. Até agora o rosado que mais me seduziu.

Lembrem-se sempre de buscar pelas safras mais recentes, sobretudo para os vinhos brancos e rosados. Estes são vinhos “comprou-tomou”, nada de guardar e esperar para ver se melhora com o tempo…